Saltar para o conteúdo

Bernart de Ventadorn

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Bernart de Ventadorn

Bernart de Ventadorn (c.1130 – c.1200), também conhecido como Bernard de Ventadour ou Bernat del Ventadorn, foi um proeminente trovador provençal francês. É lembrado pela sua mestria, bem como a popularização do estilo trova.

Sua biografia, muito romantizada escrita meio século mais tarde, por Uc de Saint-Circ[1], é pouco conhecida. Ele diz ser filho de um homem de armas e uma padeira, no castelo de Ventadorn na região de Limousin em Corrèze.

Tornou-se discípulo de seu mestre e protetor, o Visconde Eble III, também um grande trovador, que o instruiu na arte da composição. Teria composto a sua primeira canção para a mulher do Visconde, pela ousadia foi expulso do castelo.

Então seguiu para Inglaterra para a corte de Eleonor da Aquitânia, esposa do rei inglês Henrique Plantageneta - casamento do qual viria a nascer Ricardo Coração-de-Leão.

Em 1215 o professor Bolonhês Boncompagno escreveu "Quanta fama atribui ao nome de Bernard de Ventadorn."[2]

Bernart certamente conheceu glória e prestígio em vida: muitos dos trovadores de seu tempo o mencionaram em suas canções e se basearam nas suas obras - traduzidas ou adaptadas, ainda na Idade Média, para várias outras línguas. Foi um grande viajante, freqüentando várias cortes européias e expandindo os horizontes da música na Idade Média.

A poesia de Bernart é idealista e apaixonada; mais do que apenas referências a um amor platônico, como era comum na época, Bernart usou passagens de clara sensualidade, ora descrevendo o corpo de sua dama, ora demonstrando o desejo que ela lhe causava. São constantes em sua obra referências à mitologia greco-romana, metáforas bem estruturadas e métrica perfeita. As melodias que sobreviveram para suas canções são de grande beleza. Para Bernart, cantar é amar, sofrer, morrer e renascer.

Uma de suas canções mais famosas é "Can vei la lauzeta mover", que fala do sentimento do amante por um amor não correspondido, tornando-o triste e melancólico.

  • Aubrey, Elizabeth (1996). The Music of the Troubadours. Indianapolis: Indiana University Press. ISBN 0 253 21389 4.
  • Boase, Roger (1977). The Origin and Meaning of Courtly Love: A Critical Study of European Scholarship. Manchester: Manchester University Press. ISBN 0 87471 950 X.
  • Herman, Mark and Ronnie Apter, trans. (1999). A Bilingual Edition of the Love Songs of Bernart de Ventadorn in Occitan and English: Sugar and Salt. Ceredigion: Edwin Mellen Press. ISBN 0 7734 8009 9.
  • Hoppin, Richard H. (1978). Medieval Music. New York: W. W. Norton & Co. ISBN 0-393-09090-6.
  • Ippolito, Marguerite-Marie (2001). Bernard de Ventadour: troubadour limousin du séc.XII: prince de l'amour et de la poésie romane. Paris: L'Harmattan. ISBN 2 74750 017 9.
  • Lazar, Moshé, ed. (1966). Bernart de Ventadour: Chansons d'Amour. Paris: Klincksieck.
  • Merwin, W. S. (2002). "The Mays of Ventadorn." National Geographic. ISBN 0 7922 6538 6.
  • Roche, Jerome (1980). "Bernart de Ventadorn." The New Grove Dictionary of Music and Musicians, 20 vols., ed. Stanley Sadie. London: Macmillan Publishers. ISBN 1 56159 174 2.

Notas e referências

  1. «.:: Cantigas Medievais Galego-Portuguesas ::.». cantigas.fcsh.unl.pt. Consultado em 4 de junho de 2022 
  2. Quanti nominis quanteve fame sit Bernardus e Ventator, et quam gloriosa fecerit canciones et dulcisonas invenerit melodias, multe orbis provincie reconoscunt. Ipsum ergo magnificentie vestre duximos conmendandum (Boase, 5).

Ligações externas

[editar | editar código-fonte]
Wikiquote
Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Bernart de Ventadorn


O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Bernart de Ventadorn