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Skin-walker

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Na cultura navaja, um skin-walker (em inglês) ou yee naaldlooshii (em navajo), às vezes traduzido como troca-peles, é um tipo de bruxa maligna que pode transformar-se, possuir ou disfarçar-se de animal.

No idioma navajo, yee naaldlooshii traduz aproximadamente para "aquele que anda sobre quatro patas".[1] Embora seja a variedade mais comum vista em ficção de terror por não-navajos, o yee naaldlooshii é uma das diversas variedades de um tipo de 'ánti'įhnii.[1] A lenda dos skin-walkers não é bem compreendida fora da cultura em que surgiu, principalmente devido a uma forte relutância dos navajos em discutir o assunto com pessoas de fora.[2] Eles relutam em revelar qualquer conhecimento sobre os skin-walkers para não-navajos, ou discutir o assunto entre aqueles em quem não confiam: [3]

O que acontece quando Rowling aborda isso, é que nós, como povos nativos, estamos agora abertos a uma série de perguntas sobre essas crenças e tradições ... mas essas não são coisas que precisem ou devam ser discutidas por pessoas de fora. De todo. Sinto muito se isso parece "injusto", mas é assim que nossas culturas sobrevivem. ~ Adrienne Keene[3]

As bruxas navajos, incluindo os skin-walkers, representam a antítese dos valores culturais navajos. Enquanto os curandeiros da comunidade e os trabalhadores culturais são conhecidos como homens e mulheres da medicina (por termos na língua local, indígena), as bruxas são vistas como más, realizando cerimônias malignas e manipulando magia em uma perversão das boas ações que os curandeiros praticam tradicionalmente. Para exercerem suas práticas, os curandeiros tradicionais aprendem sobre a magia do bem e do mal. A maioria consegue assumir a responsabilidade, mas alguns podem vir a tornarem-se corruptos e optarem por tornarem-se bruxos.[4]

Os animais associados à bruxaria geralmente incluem trapaceiros como o coiote, mas podem incluir outras criaturas, geralmente aquelas associadas à morte ou a maus presságios. Eles também podem possuir animais ou pessoas vivas e fazer uso de seus corpos, simplesmente olhando nos olhos de suas vítimas.[5][6][7] Os skin-walkers podem ser homens ou mulheres.[4] As histórias de skin-walkers contadas entre crianças navajas podem ser aventuras completas de vida e morte, que terminam em skin-walkers ou navajos matando uns aos outros; ou histórias de encontros parciais que terminam em impasses.[4] As histórias de encontros podem ser compostas como histórias de vitória navajas, com os skin-walkers se aproximando de um hogan (habitação tradicional navaja) e indo embora, assustados.[7][8] As interpretações não-nativas das histórias de skin-walkers geralmente assumem a forma de histórias de encontro parciais na estrada, onde o protagonista vê-se temporariamente em perigo, porém escapa do skin-walker de uma maneira que não é tradicionalmente vista nas histórias navajas que se passam longe de casa. Nessas histórias, um skin-walker só pode ser morto por armas feitas de prata em direção a cabeça ou coração.

Referências

  1. a b Wall, Leon and William Morgan, Navajo-English Dictionary. Hippocrene Books, New York City, 1998. ISBN 0-7818-0247-4.
  2. Hampton, Carol M. "Book Review: Some Kind of Power: Navajo Children's Skinwalker Narratives" in Western Historical Quarterly. 01 July 1986. Accessed 17 Nov. 2016.
  3. a b Keene, Dr. Adrienne, "Magic in North America Part 1: Ugh." at Native Appropriations, 8 March 2016. Accessed 9 April 2016. "What happens when Rowling pulls this in, is we as Native people are now opened up to a barrage of questions about these beliefs and traditions...but these are not things that need or should be discussed by outsiders. At all. I'm sorry if that seems 'unfair', but that's how our cultures survive."
  4. a b c Kluckhohn, C. (1944). Navaho Witchcraft. Boston: Beacon Press.
  5. Carter, J. (2010, October 28). The Cowboy and the Skinwalker. Ruidoso News.
  6. Teller, J., & Blackwater, N. (1999). The Navajo Skinwalker, Witchcraft, and Related Phenomena (1st Edition ed.). Chinle, Arizona, United States of America: Infinity Horn Publishing.
  7. a b Brady, M. K., & Toelken, B. (1984). Some Kind of Power: Navajo Children's Skinwalker Narratives. Salt Lake City, Utah, United States of America: University of Utah Press.
  8. Salzman. «The Construction of an Intercultural Sensitizer Training Non-Navajo Personnel». Journal of American Indian Education. 30: 25–36